Conservação Produtiva Gestão Sustentável da Propriedade Agrícola

Conservação Produtiva
Desafio a ser vencido
Desafio a ser vencido - Representação gráfica

Desafio a ser vencido - Representação gráfica

O produtor rural terá de migrar do antigo sistema de produção, onde apenas as variáveis socioeconômicas eram consideradas, para o chamado sistema sustentável, ou seja, o sistema moderno, onde a variável ambiental é incorporada.

A forma impositiva com que o novo sistema foi apresentado e os custos decorrentes do processo de adequação das propriedades à Legislação Ambiental vigente estão emperrando a transição.

Não se trata apenas da mudança de um modelo para outro. A mudança é cultural e envolve valores históricos.

A forma de exploração do cultivo do cacau na Região Cacaueira, por exemplo, definida pela CEPLAC (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira), tinha cunho estritamente produtivista, ou seja, apenas a variável econômica era evidenciada com maior intensidade. O objetivo era aumentar a produtividade a qualquer custo. No que diz respeito a variável social, evidenciava-se apenas que a Legislação Trabalhista fosse respeitada, sem considerar a segurança alimentar, nem a qualidade de vida do homem do campo e muito menos a capacidade de promover a inclusão social.

Esta forma de procedimento durou em torno de vinte e cinco anos e se transformou numa referência para produtores e técnicos de empresas públicas e privadas de toda a região.
Com a exigência da sociedade para incorporação da variável ambiental no processo produtivo, a confusão foi estabelecida. A pouca informação a respeito das exigências definidas na legislação ambiental, somada à crise já instalada em função da doença vassoura de bruxa e da falta de recursos para adoção de tecnologia, ajudaram a colocar o Desenvolvimento Sustentável em segundo plano.

É necessário começar do ponto zero. Sensibilizar técnicos e produtores sobre a importância da conservação ambiental, motivar os proprietários com incentivos reais pela conservação do patrimônio florestal e fazer capacitação em gerenciamento de propriedades, em busca de uma maior eficiência econômico-financeira, social e ambiental.

Ednaldo Ribeiro Bispo
Eng. Agrônomo

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