Conservação Produtiva Gestão Sustentável da Propriedade Agrícola

Conservação Produtiva
Linguagem Ambiental (Parte II)

Espécie exótica adaptada – é uma espécie não nativa com ocorrência em determinada área geográfica fora de sua área de distribuição natural, em que os indivíduos da espécie se mostram ajustados em termos reprodutivos. Ex. pupunheira, guaranazeiro;

Espécie exótica naturalizada – é uma espécie não nativa com ocorrência em determinada área geográfica fora de sua área de distribuição natural, mas os indivíduos da espécie se mostram ajustados, encontrando-se ecologicamente adaptados e inseridos. Essa adaptação é de tal ordem que sua exclusão proporcionaria impactos ambientais. Ex. cacaueiro, jaqueira, seringueira e dendezeiro entre outras;

Espécie exótica – é uma espécie não nativa com ocorrência em determinada área geográfica fora de sua área de distribuição natural. Ex. Na região cacaueira da Bahia o eucalipto e a seringueira.

Espécies com função social – são aquelas que podem gerar produtos que permitem sua exploração de forma não predatória, sem que seja necessário a supressão do indivíduo arbóreo. Exemplo: espécies produtoras de frutos e/ou folhas medicinais. Ex.: cajá, graviola, pinha, jaca, pitomba;

Gestão Sustentável – é a capacidade de dirigir o curso de uma empresa, através de processos que valorizem as variáveis, econômica, social e ambiental.

Mitigação – (Compensação, Consolação, Contrapartida) é uma intervenção realizada pelo homem, com o objetivo de reduzir, remediar e/ou compensar um determinado impacto ambiental.

Recabruca – é a atividade técnica implementada através  do enriquecimento com espécies arbóreas nativas, imprescindível à recomposição de áreas cacau, tendo por modelo o cacau-cabruca;

Reserva Legal – é uma área de, no mínimo, 20% (vinte por cento) da área total da propriedade rural, excetuada a de preservação permanente, necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção da fauna e flora nativas.

Serviços ecossistêmicos ou ambientais – são aqueles produtos oferecidos pelos ecossistemas que são utilizados pelo ser humano para seu consumo ou para serem comercializados (madeira, frutos, peles, carne, sementes, medicinas, entre outros). Constituem uma base de sustentação e fonte de renda importante para a Sociedade; Como serviços ecossistêmicos, passivos de compensações financeiras (Pagamento por Serviço Ambiental – PSA) no agrossistema tradicional cacaueiro, podemos descrever: proteção e revitalização dos Recursos Hídricos, conservação da Biodiversidade, proteção dos Solos, imobilização de Carbono, proteção de espécies ameaçadas de extinção, preservação de árvores Matrizes de raridade, beleza e/ou porta sementes, e plantio de Essências Nativas ameaçadas de extinção.

Sistema cabruca – é um sistema agrossilvicultural (agroflorestal) ou simplesmente sistema cabruca, tem como precursor o cacau cabruca; ele abriga o próprio cacau cabruca e todas as variações e composições que o sistema permite inclusive as áreas de cacau que não foram plantadas sob a floresta atlântica original raleada; bem como em áreas abertas e manejadas como um sistema agrossilvicultural (agroflorestal), nas quais indivíduos arbóreos nativos foram plantados ou tiveram sua regeneração permitida e tutelada;

Proteção de topo – ou sombreamento do cacau, é o conjunto de árvores que distribuídas entre os cacaueiros proporcionam proteção e conforto térmico ao cultivo;

Uso múltiplo – conceitualmente pode-se compreender que o planejamento da propriedade rural sob esse conceito, significa a identificação e mapeamento expedito das áreas de produção, conservação, conservação produtiva, preservação, lazer, instalações e acessos, de modo a facilitar a elaboração, locação, instalação e condução de projetos agrícolas e agrossilviculturais na propriedade.

 

Ednaldo Ribeiro Bispo
Engenheiro Agrônomo

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BISPO, E. R. et all.2011. Gestão Moderna da Cacauicultura. Ilhéus, CEPLAC/CENEX.
LOBÃO, Dan; SETENTA, Wallace; et all (2011) CNPC – Conservação Produtiva na Lavoura Cacaueira do Brasil.
MARCO REFERENCIAL – Conservação Produtiva da Região Cacaueira da Bahia.
2012 – CEPLAC/SUEBA – Apostila 27 páginas.
SETENTA, Wallace; LOBÃO, Dan – Bases Agroambientais para um Programa de Recuperação da Lavoura Cacaueira-Itabuna-Bahia 18 páginas.

 

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